
A exposição Inner City, de Arnie Zimmerman, vai estar em exibição no Museu da Electricidade até 16 de Setembro.
A exposição “Inner City”, na qual os vazios urbanos adquirem o sentido e a dimensão de metáforas da condição humana, resulta de um demorado trabalho conjunto de Arnie Zimmerman com Tiago Montepegado. No seguimento da colaboração com o arquitecto Tiago Montepegado, iniciada com a exposição “The Burden Fool and Other Stories” (Galeria Ratton, 2005), o escultor norte-americano começou a trabalhar “numa instalação de figuras e formas arquitectónicas abstractas mais elaborada, centrando a narrativa na cidade e nos seus habitantes.”

Arnie Zimmerman: “Comecei por construir um grupo de formas rectangulares simples e ocas com uma estrutura de paredes interiores. Estas estruturas tomam a forma de edifícios, estradas, muros, etc., evocando o ambiente urbano construído, embora sem pertencerem, do ponto de vista estilístico, a um tempo histórico específico. (...) A imposição de uma dimensão constante a todas as partes cria uma forte correspondência com a regularidade do mapa das ruas de Manhattan e com a forma como a maioria dos edifícios se apresentam paralelos ou perpendiculares aos “blocos” da grelha. (...) Muitas das personagens que vivem na minha cidade são os trabalhadores, “os tipos da rua”, os sem-abrigo, os que não pertencem à cidade mas que estão connosco. As perguntas que faço através da minha obra são: quem é importante na cidade? Quem faz diferença? Quem contribui para uma sociedade civilizada? Como defino a beleza e a fealdade numa cidade como Nova Iorque? Como é que as características externas dos moradores de Nova Iorque revelam as almas dos habitantes da cidade? Em que medida sou eu diferente dos outros residentes da cidade?”
Tiago Montepegado: “Inner City é uma instalação assumida no tempo em que acontece e pretende construir um território de interrogações. Um espaço em que o visitante se torna obrigatoriamente participante quando levado a atravessá-lo. É um conjunto de paralelos. Nunca se encontram. Nunca se cruzam e criam entre si um vazio ocupado por todos nós.
Não existem cidades assim. Ou serão todas as cidades assim? Será que só conseguimos ver o outro, quando vamos à janela e olhamos para o outro lado da rua?
Inner City acontece em Lisboa,
imagens (no topo): Luís Leite

A Exposição Monográfica Siza Vieira, que está patente no Pólo III da Trienal de Arquitectura de Lisboa, vai ser prolongada até ao próximo dia 9 de Agosto.
The monographic exhibition dedicated to the work of Siza Vieira that is located in the Electricity Museum, Pole III of the Lisbon Architecture Triennale, will be on display until August 9th.
imagem: Lígia Ribeiro

A Exposição Monográfica dedicada à obra de Siza Vieira continua presente no Museu da Electricidade. É uma mostra de quase quatro dezenas de obras, construídas ou em projecto, apresentadas através de um vasto conjunto de materiais expositivos, desde esquissos, fotografias, desenhos de projecto, maquetas. Traça-se assim o “diário de bordo” do arquitecto do Porto, numa tentativa de revelar a sua personalidade e trajecto profissional. Inevitavelmente, destacam-se a Igreja de Santa Maria de Marco do Canavezes, o Museu de Serralves, a Piscina das Marés de Leça da Palmeira, bem como os recentes projectos do Pavilhão de Exposições em Anyang, da Adega Mayor e do Complexo Desportivo em Cornellà. A merecer ainda atenção particular uma projecção vídeo presente na parte final do percurso reúne uma compilação de várias filmagens com o arquitecto no seu atelier.
O Pólo III da Trienal está aberto até ao dia 27 de Julho, data em que decorrerá a entrega do Prémio Trienal, cerimónia que contará com a presença do próprio arquitecto Álvaro Siza Vieira.



The Monographic Exhibition dedicated to the work of Siza Vieira is located in the
Pole III of the Triennale will be open until July 27th.

Wordsong
A não perder hoje, por volta das 21h30 no Museu da Electricidade, a sessão de lançamento do cd “Espaço”, composição musical de Mário Laginha integrada nos Encontros Arquitectura e Música. Esta apresentação será seguida do concerto Wordsong.
Architecture and Music
The musical piece “Space” composed by Mário Laginha under the cycle Architecture and Music will be presented in the

Reflectir o papel da música como parte do tecido fundamental da cultura urbana contemporânea é o ponto de partida para o Ciclo Arquitectura e Música. A iniciativa irá decorrer entre 6 e 29 de Junho integrando concertos e actuações musicais em conjunto com conferências e debates.
Este ciclo é comissariado por João Ramos Marques que assinala a oportunidade de “poder reforçar o acto de criação, pela formação de uma sensibilidade instrumental, numa cultura de diálogo transdisciplinar”. O concerto de abertura terá lugar no Museu da Electricidade, Pólo III da Trienal, no dia 8 de Junho. Seguem-se vários encontros de debate no Auditório 2 da Fundação Calouste Gubenkian, até ao evento de encerramento no Grande Auditório da Culturgest a 26 de Junho onde será apresentada uma obra de Mário Laginha, composição inédita realizada a propósito da Trienal.
A música irá assim constituir uma parte importante deste acontecimento convidando um público mais vasto a acompanhar os seus inúmeros eventos. Contamos dar eco, aqui no blogue, daquela que se espera vir a ser a emocionante banda sonora desta Trienal.

© Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007