
O concurso de Ideias Intervenções na Cidade serviu de motivo para a apresentação de propostas de requalificação de diversos espaços urbanos da área de Lisboa, como forma de promover um debate sobre o seu potencial em benefício de um uso público ou de carácter colectivo. As 15 propostas seleccionadas estão agora expostas em painéis de grandes dimensões, nos locais para os quais foram pensadas, nomeadamente: Graça, Segunda Circular, Doca do Poço do Bispo, Costa do Castelo, Praça da Alegria, Avenida Padre Cruz, Largo Duque do Cadaval, Rua da Bela Vista à Lapa, Avenida de Berna, Avenida da República, Largo de Santa Apolónia, Rua de São Bento, Pátio do Aljube, Rua 1º de Maio e Avenida Infante D. Henrique.
Fica o registo visual dos cartazes de cada uma das propostas com respectiva ligação aos seus textos de apresentação, para ver e comentar aqui no blogue da Trienal.

Ateliermob - Arquitectura, Design e Urbanismo, Lda

A Cidade como teatro de espectáculos; o vazio como palco de operações
Maria João Fonseca e Maria Quintino

Rodolfo Reis com David Abondano e Kenzo Yamashita

Marco Simões da Silva e Daniela Trigo Lopes

ECO-KIT Praça da Alegria/Lisboa

Investimentos Imobiliários de Intervenções


Antiga Fábrica de Gás da Matinha – Lisboagás
Sofia Brogueira Henriques com Madalena Serro, Bruna Parro e Madalena Caiado

Lote na Rua da Bela Vista à Lapa
Pedro Barata Castro e Pedro Ribeiro


Quarteirões Novos para as Avenidas Novas
Tiago Simas Freire e Tiago Farinha

Reinterpretação da Praça de Santa Apolónia
João Albuquerque e Nuno Galvão


Ana Maria Ribeiro Lopes e Tiago Mestre

Paulo Miguel de Melo com Maria João Correia e Luís Maria Baptista

Chegou ao fim a Trienal de Arquitectura de Lisboa. Durante estes meses trouxemos até este espaço um pouco do ambiente e da cor das inúmeras iniciativas que nela tiveram lugar. Da divulgação à reflexão, esta foi uma forma de amplificar a visibilidade e participação da Trienal na blogosfera. O blogue serviu também de plataforma para promover uma extensa recolha fotográfica levada a cabo pelos participantes do Grupo da Trienal no Flickr, que ali reuniram mais de 350 imagens.
Ao longo de dois meses intensos a Trienal de Arquitectura juntou largas dezenas de colaboradores, conferencistas nacionais e internacionais, entidades públicas e privadas, universidades portuguesas e estrangeiras, arquitectos, urbanistas, artistas, músicos, historiadores e especialistas de áreas profissionais muito diversas. Esta primeira edição lançou as bases para a constituição de um “Festival” de arquitectura capaz de motivar o interesse e a participação, tanto da comunidade local como do público internacional. Portugal contribui desta forma para a reflexão, o debate, prospecção e divulgação da arquitectura nas suas múltiplas formas de expressão, das contingências regionais à complexa realidade global.
Falar de Vazios Urbanos, tema central do evento, foi também pretexto para falar da cidade contemporânea e, paralelamente, da situação específica de Lisboa no contexto internacional. Os vazios, espaços de falha funcional e humana, são lugares reveladores dos imprevistos da cidade – uma outra cidade não planeada que agora descobrimos presente em todas as metrópoles europeias. O crescimento rápido ditou a falência dos modelos modernos de urbanismo, pois que não existe já um paradigma único capaz de anular os seus crescentes graus de incerteza. Questionar, reflectir sobre este novo território da urbanidade é algo para que também a arquitectura é assim chamada a participar.
Reflectiram-se, nesta edição, sobre os muitos modos como a mudança actual é, inicialmente, uma mudança de sociedade e só depois de cidade. O aumento da velocidade diminuiu o tempo mas aumentou as distâncias. A expansão tornou-se possível e com ela surgiram novas centralidades – “nós” que com o tempo se tornaram outros pólos de crescimento autónomo e multi-funcionalidade interna. Estas transformações têm motivado uma reflexão crítica em todo o mundo, pois que se exigem hoje soluções de governabilidade territorial que sejam capazes de antecipar a incerteza presente no fenómeno urbano. Também à arquitectura cumpre contribuir activamente para uma paisagem urbana melhor e mais humana, respeitando os seus vários conteúdos – entre os quais a dimensão ecológica que esta implica – e dando sentido aos seus vazios. O desafio é imenso e a todos diz respeito.
A Trienal de Arquitectura de Lisboa regressa em 2010.






Um breve mosaico da Trienal de Arquitectura de Lisboa, com o especial agradecimento a todos os colaboradores do Grupo da Trienal no Flickr.

© Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007