Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Grupo da Trienal de Arquitectura no Flickr

 

Agora, a Trienal de Arquitectura de Lisboa tem o seu grupo de imagens no Flickr. Para ver, acompanhar e até participar na construção de uma galeria fotográfica de tudo aquilo que está a acontecer.

 

Lisbon Architecture Triennale Group on Flickr

Now, the Lisbon Architecture Triennale has its own group on Flickr. Everyone can see and participate in the construction of this extensive image gallery, to keep track of everything that's happening.

 

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publicado por trienaldelisboa às 12:14
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Encontros Arquitectura e Música - Festa de Encerramento

 

Os Encontros Arquitectura e Música chegam ao fim. A sessão de encerramento está agendada para sexta-feira, 29 de Junho, com uma festa no espaço Music Box a partir das 22h30.

 

Cycle Architecture and Music – Closure Celebration

The “Cycle Architecture and Music” is now at its end. The closure celebration will take place this Friday, June 29th, in the Music Box. The night party begins at 10.30 pm.

 

publicado por trienaldelisboa às 18:48
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Fórum Trienal na Cordoaria

 

Todas as semanas, o Fórum Trienal acolhe sessões de debate sobre questões de relevo no âmbito da realidade urbana contemporânea. Esta quinta-feira, 28 de Junho, estará em foco o tema Frentes de Vazios Metropolitanos, Novos Caminhos da Coesão Territorial. O debate será moderado por Leonor Cintra Gomes, Presidente da Direcção da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, e conta com a participação de Paulo Gomes, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCDR-N), do arquitecto Rui Passos Mealha, do economista António Figueiredo e de Vítor Campos, Director da Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU).

O Fórum Trienal está situado na Cordoaria Nacional.

 

Each week, the Triennale Forum hosts debate sessions on relevant urban issues. The Triennale Forum is located in Cordoaria Nacional, Pole II of the Lisbon Architecture Triennale.

 

publicado por trienaldelisboa às 18:45
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Paulo Mendes da Rocha

 

“Aviador, cirurgião, arquiteto, não pode ser modesto. Não pode dizer: Senhor, vou abrir sua barriga. Tomara que dê certo!”

 

O grande auditório do ISCTE encheu-se para escutar Paulo Mendes da Rocha. Falando para uma plateia maioritariamente composta por jovens estudantes de arquitectura, o arquitecto brasileiro vencedor do Prémio Pritzker em 2006 falou da sua prática profissional e dos principais conceitos que desde há muito a motivam. No contraponto entre a América e a Europa explicou a sua condição Brasileira e os laços culturais que o ligam à herança Portuguesa. Dramatizou a ideia de espacialidade e da oportunidade do lugar que se apresenta no gesto de projectar. Falou de uma arquitectura que já lá está, antes de ganhar forma – como a cidade que já existe antes de ser construída – porque presentes estão já as muitas condições da sua existência. Mendes da Rocha fez a exposição da busca determinada pela forma enquanto ferramenta humana, para enfrentar o território e torná-lo humanamente justificado.

Como exemplo, apresentou o seu projecto para a Cidade Tecnológica da Universidade de Vigo em Espanha. A concepção parte da criação de uma rede estruturante sobre o território, através da marcação de eixos onde se irão agregar futuramente os edifícios e silos de estacionamento automóvel. Numa morfologia de difícil implantação, Mendes da Rocha propõe a arquitectura como suporte integrador da presença humana, das suas actividades e fluxos.

Apresentou ainda o seu recente projecto para o Teatro e Museu na Enseada do Suá, obra de monumental confronto entre natureza e construção, desta vez motivada pelo magnífico do lugar – o porto de mar como elogio do trabalho humano. O conjunto de dois edifícios suspende-se do solo através de grandes pilares de betão, num acentuar de tensão poética com o oceano e o espaço do homem. O arquitecto brasileiro partilhou com a audiência a sua consciência ética amadurecida e o seu bom humor, assinalando assim um dos grandes momentos desta Trienal.

 

“An airpilot, a surgeon, an architect, can’t be modest. He can’t say: mister, I’m now going to open your belly. I hope it works out!”

 

Paulo Mendes da Rocha, Pritzker Prize laureate in 2006, addressed the audience to illustrate the path of his architectural practice and its defining concepts. Explaining the importance of his Brazilian condition and the cultural ties that connect it to the Portuguese heritage, he addressed the complex counterpoint between American and European culture. He dramatized the idea of spatiality and the opportunity revealed by the “place” as the core of an architectural gesture. In a certain sense, architecture is already there, before taking shape – as the city exists before it’s built – for the many conditions of its existence are already present. Architecture presents itself as a human process, a resolute quest for form to challenge the territory and make it more humane and inhabitable.

Mendes da Rocha presented his recent project for the Technological City of the University of Vigo, in Spain. Facing a convoluted morphology he proposes a net of structures, expanding over the territory to integrate future building expansions – architecture serving as a support for human activities and complex functional flows. His extensive work remains a persistent journey to reveal the power of architecture in the monumental confrontation between nature and construction; always motivated by the magnificence of the place and the ethical conscience that is intrinsic to an architect’s labour.

 

publicado por trienaldelisboa às 16:19
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Dia da Irlanda na Trienal

 

A Irlanda tem em agenda um prometedor programa de eventos para a próxima segunda-feira, 25 de Junho, assinalando o Dia da Irlanda na Trienal de Arquitectura de Lisboa. Complementando a sua presença na Exposição Países do Pólo I, este dia fará do Pavilhão de Portugal um palco para uma série de actividades na área do teatro, música e cinema.

O Dublin Actors Group apresentará um conjunto de quatro peças intituladas “The Edge of the Void”, de Samuel Beckett, Behan, Eavan Boland e James Joyce. As exibições iniciam-se às 11h15 horas, sendo os intervalos ocupados com apresentações pontuais da exposição da Irlanda comissariada por Peter Carroll (A2 Architects) e Peter Cody (Boyd Cody Architects).

O dia conta também com a presença do Quarteto de Cordas de Lisboa, estando marcada para o intervalo entre as 14 e as 17 horas a actuação do grupo irlandês de música Melting Pot.

Por volta das 17 horas terá lugar a projecção do filme “Pavee Lackeen” de Perry Ogden, e entre as 19h e as 20 horas será ainda realizada uma conferência com os Grafton Architects, cujo projecto Urban Edge integra a exposição Line to Surface: Urban Void/Extended City. Um dia a não perder, para assinalar a presença estimulante da Irlanda nesta Trienal.

 

 

 

 

Ireland Day

 

Commemorating Ireland’s day at the Lisbon Architecture Triennale, this Monday, June 25th,  the Portugal Pavilion will host a promising set of events. The Dublin Actors Group will perform a series of small plays titled “The Edge of the Void”, by Samuel Becket, Behan, Eavan Boland and James Joyce. Performances begin at 11.15 am. The film “Pavee Lackbeen” directed by Perry Ogden will be screened at 5pm, and a conference with Grafton Architects will take place between 7 and 8 pm. The Grafton Architects are presenting their project Urban Edge, that is featured as a part of the exhibition Line to Surface: Urban Void/Extended City.

 

imagens: Fernando Guerra | FG+SG - Fotografia de Arquitectura

 

publicado por trienaldelisboa às 17:28
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Conferência com Paulo Mendes da Rocha

 

O arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, laureado com o Prémio Pritzker em 2006, fará uma conferência no Grande Auditório do Instituto Superior Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) no próximo dia 25, às 19 horas. Uma oportunidade única para conhecer aquele que é amplamente reconhecido como um do mais importantes arquitectos do Brasil.

Paulo Mendes da Rocha iniciou a sua carreira nos anos 50 onde integrou a vanguarda da Escola Paulista. Inspirado pelos princípios e linguagem do modernismo, desenvolveu uma obra arquitectónica “crua, limpa, clara e socialmente responsável”, utilizando materiais simples e formas arrojadas, enfatizando a dimensão ética do trabalho da arquitectura.

 

Conference with Paulo Mendes da Rocha

 

Brazilian architect Paulo Mendes da Rocha, awarded with the Pritzker Prize in 2006, will attend a conference in the Auditorium of the University Institute of Management, Social Sciences and Technology (ISCTE, Lisbon), June 25th at 7pm.

Paulo Mendes da Rocha began his career in the 1950s and was part of what was then considered the avant-garde in São Paulo. Inspired by the principles of modernism, he has persistently devoted his career to the creation of buildings and spaces guided by a sense of responsibility toward the residents of his buildings and the broader society. Though highly respected throughout South America, he did not receive widespread international recognition until 2000 when he received the Mies van der Rohe Prize for Latin American Architecture. Mendes da Rocha is presently acknowledged as one of the most outstanding architects of Brazil.

 

publicado por trienaldelisboa às 00:51
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Sábado, 16 de Junho de 2007

As muitas exposições da Trienal

 

Foi ontem inaugurada a exposição monográfica dedicada a Álvaro Siza, que estará patente no Museu da Electricidade até ao dia 27 de Julho. Encontram-se assim abertos ao público todos os Pólos da Trienal de Arquitectura.

 

O Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, constitui o ponto de partida para o longo percurso das muitas exposições da Trienal. Ali se encontram seis exposições temáticas, distribuídas sequencialmente, segundo a instalação compositiva da autoria de Ricardo Bak Gordon.

A Exposição Países abre o roteiro com uma mostra diversificada da produção arquitectónica de 12 países: Alemanha, Canadá, Chile, China, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Irlanda, Japão, México e Moçambique. Uma interessante visão de contrastes, por vezes marcados pela irreverência, outras pela complexidade de factores e contingências locais, mas sempre exemplares da emergência de novos desempenhos arquitectónicos no contexto global.

A Exposição Portugal faz o contraponto do percurso da arquitectura portuguesa e a sua trajectória perante a mudança de paradigmas políticos – do Estado Novo à plena integração no contexto Europeu.

Entre o exercício prospectivo da Exposição Paisagem – Lugares e Transferência – num olhar especulativo das implicações resultantes da eventual desocupação da extensa área actualmente ocupada pelo Aeroporto da Portela, às propostas provocadoras da Exposição Intervenções na Cidade, passando ainda pelo dinamismo dos projectos que integram a Exposição Universidades, oferece-se ao visitante uma visão alargada sobre um panorama de produção arquitectónica enquanto espaço de complexidade e integração, uma plataforma para a reflexão sobre as potencialidades e os problemas urbanos do nosso tempo, numa fusão de dinâmicas locais e globais.

Em destaque, a Exposição Arquitectos Convidados – Nascidos nos Anos 50 – que coloca em presença cinco autores de percurso profissional consolidado mas cujas produções se revelam diversas, se não mesmo contraditórias. Figuram espaços expositivos de Zaha Hadid, Mansilla+Tuñón, João Luís Carrilho da Graça, Eduardo Souto de Moura e Diller&Scofidio+Renfro (esta última com a apresentação do projecto de recuperação da High Line, incluindo a notável maquete da proposta que esteve em exposição no MOMA – Museu de Arte Moderna em Nova Iorque).

 

Daremos a conhecer, nos próximos dias, os restantes pólos da Trienal.

 

 

The many exhibitions of the Triennale

 

Álvaro Siza’s monographic exhibition is officially open and will stand in the Electricity Museum until July 27th. The four primary Poles of the Lisbon Architecture Triennale are therefore open to the public.

The Portugal Pavilion, located at the centre of today's Parque das Nações, in the eastern part of Lisbon, is the starting point to the many exhibitions of the Triennale. The Pavilion holds six thematic exhibitions distributed through a sequence of internal spaces specifically designed by Ricardo Bak Gordon.

The Countries Exhibition is the point of departure, featuring a diverse presentation of the architectural production of 12 countries: Germany, Canada, Chile, China, Slovenia, Spain, France, Holland, Ireland, Japan, Mexico and Mozambique. A view of interesting contrasts, often noticeable by their irreverence, others by a complexity of factors and local contingencies, but always exemplary of new architectonic performances in the global context.

The Portugal Exhibition presents the recent progression of the contemporary Portuguese architecture, in a trajectory throughout the political and social changes of its European situation.

From the prospective exercise of the Landscape Exhibition – an exploratory view of possible urban transformations in an extensive area currently occupied by the Lisbon Airport – to the provocative proposals awarded by the Competition Interventions in the City, and the projects featured in the Universities Exhibition, the viewer is rewarded with an extensive panorama of architectural production as a platform for reflection on the complex urban issues of our time, in the balance between local and global dynamics.

A final word to the Guest Architects Exhibition – Born in the 50’s – that gathers five architects from different cultural atmospheres. This exhibition features projects by Zaha Hadid, Mansilla+Tuñón, João Luís Carrilho da Graça, Eduardo Souto de Moura and Diller&Scofidio+Renfro (presenting the High Line project, including the remarkable large-scale model of the proposal that was displayed in MOMA).

 

External views of the Portugal Pavilion, at the top: Pedro Silva

 

publicado por trienaldelisboa às 11:25
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A cidade como arquitectura

 

Um debate a não perder, no Porto, já amanhã: 4 gerações de arquitectos analisam a sua relação com o livro “A Cidade como Arquitectura” escrito por Nuno Portas em 1969. Uma conversa entre Nuno Portas, Gonçalo Byrne, Francisco Barata, Nuno Grande e Pedro Bandeira. Auditório de Serralves, Domingo, 17 de Junho às 21h30.

 

City as architecture

 

In Oporto, a debate not to be missed: 4 generations of architects reflect on their relationship with the book “City as Architecture”, written by Nuno Portas in 1969. A conversation with Nuno Portas, Gonçalo Byrne, Francisco Barata, Nuno Grande and Pedro Bandeira. Serralves Auditorium, Sunday, June 17th, 9.30 pm.

 

publicado por trienaldelisboa às 10:00
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Música na Trienal

O Blogue da Trienal tem o prazer apresentar um dos temas do cd “Espaço”, da autoria de Mário Laginha. Cliquem no botão junto à capa do cd, publicado na barra lateral, e deixem-se envolver pelo som das “Paredes Que Nos Rodeiam”.

 

The Triennale Blog is proud to present one of the themes from the cd “Space”, authored by Mário Laginha. Press the button next to the cd cover, published in the blogroll, and be surrounded with the sound of the “Walls Around Us”.

 

publicado por trienaldelisboa às 14:42
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Conferência de Siza Vieira no CCB

 

Conferência de Álvaro Siza Vieira, com José Mateus, Gonçalo Byrne e Ricardo Carvalho. Sexta-feira, 15 de Junho, no CCB. Entrada livre.

 

Conference with Álvaro Siza Vieira, followed by a conversation with José Mateus, Gonçalo Byrne and Ricardo Carvalho. Friday, June 15th at the CCB - Belém Cultural Center, Lisbon. Free entry.

 

publicado por trienaldelisboa às 19:32
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Elizabeth Diller – High Line

 

 

 

The High Line é o nome de uma ferrovia elevada que se estende por milha e meia ao longo do lado oeste de Manhatan. Construída na década de 1930, foi um dos maiores investimentos da cidade em infraestruturas de transportes.

 

Em 1847 a Cidade de Nova Iorque autorizou a travessia da via férrea através de Manhatan para permitir o transporte de mercadorias até Albany. Á medida que o tráfego se foi intensificando na nova linha, os acidentes começaram a surgir entre comboios e pedestres, cavalos e outras viaturas. As fatalidades tornaram-se tão frequentes que a 10ª Avenida se tornou conhecida como a “Avenida da Morte”. Finalmente, homens a cavalo tinham de caminhar em frente ao comboio a baixa velocidade acenando bandeiras. Chamaram-lhes os West Side Cowboys.

A High Line nasceu após anos de debate público sobre as condições perigosas do circuito ferroviário da cidade. A estrutura foi projectada para percorrer através dos quarteirões e ter acesso directo a fábricas e armazéns, permitindo aos comboios a ligação para carga e descarga sem implicações ao nível da rua.

Na década de ’50 o crescimento dos transportes rodoviários conduziu ao declínio da ferrovia e, consequentemente, ao progressivo abandono da High Line. Várias secções da estrutura foram demolidas em 1960 e a circulação de comboios seria definitivamente interrompida em meados da década da ’80.

Enfrentando diversas ameaças de demolição desde essa altura, a High Line tornou-se motivo de uma nova consciência a favor da sua preservação como exemplar único de arqueologia pós-industrial. Em 1999 foi fundada a associação Friends of the High Line, um grupo de defesa favorável à sua reutilização enquanto espaço aberto ao público.

 

É este longo movimento cultural da cidade que motivou o concurso para a reconversão da High Line. A proposta vencedora é da autoria da firma de arquitectura Diller Scofidio + Renfro, em colaboração com a Field Operations. Foi este projecto que Elizabeth Diller apresentou na Conferência Internacional da Trienal de Arquitectura de Lisboa, como exemplo específico de reconversão de um vazio urbano atípico – um espaço público suspenso e longilíneo de difícil apropriação mas que se viria a revelar fértil de possibilidades.

 

A renovada High Line é um exercício de ecologia urbana. A extensa plataforma abandonada foi sendo apropriada por uma vegetação selvagem, tornando-se um ecossistema rico e desregulado – um ambiente melancólico que a natureza reclamou para si. Elizabeth Diller descreveu o laborioso processo de reconstituição de um espaço enquanto instrumento de reflexão sobre conceitos de lazer e cultura. O plano elevado revela-se agora como espaço modulado em categorias de “natureza” e “tempo”, combinando a vida vegetal com fluxos pedestres numa estratégia de “agri-tectura” que conjuga materiais orgânicos e sintéticos. Um parque suspenso marcado pela lentidão, a espontaneidade, o íntimo e o hiper-social, de que transparece o balanço entre uma nova ambiência humana e o carácter preservado do antigo High Line.

 

 

 

 

 

Built in the 1930’s, the High Line is an elevated railroad spur stretching 1.45 miles along the Westside of Manhattan.

In 1847, the City of New York authorized the street-level railroad tracks running down Manhattan to allow freight to run between New York City and Albany. As the traffic started to circulate on the new line, accidents began occurring between trains, pedestrians, horses and other traffic. Fatalities were so frequent that 10th Avenue became known as "Death Avenue". Men on horses had to ride in front of trains waving flags. They were called the West Side Cowboys.

The High Line was built after years of public debate about these hazardous conditions. The structure was designed to go through the center of blocks, rather than over the avenue, to avoid creating the negative conditions associated with elevated subways. It connected directly to factories and warehouses, allowing trains to roll right inside the buildings. Manufactured goods could come and go without causing any street-level traffic.

In the 1950s, the rise of interstate trucking led to a decline of rail traffic on the High Line. Parts of it were torn down in the 1960s, and trains stopped running on it in 1980.

Facing several threats of demolition since then, the High Line became the focus of a new public conscience, in appreciation of its value as an important example of post-industrial archeology. In 1999 Friends of the High Line was founded to advocate for the High Line's preservation and reuse as a public open space.

This extensive cultural movement became the foundation to a design competition aiming for its recovery. The winning proposal is authored by the architectural firm Diller Scofidio + Renfro in collaboration with Field Operations. The project was presented by Elizabeth Diller at the International Conference of the Lisbon Architecture Triennale, as a particular example of an atypical urban void – a suspended public space of difficult appropriation but fertile in its potential use.

The renewed High Line is an exercise on urban ecology. The long abandoned platform was dominated by wild vegetation, becoming a rich and unruled ecosystem – a melancholic environment that nature reclaimed for itself. Elizabeth Diller explained the laborious process of reconstruction of the space as an instrument of city culture and leisure. The elevated plane now becomes a modulated space, with different categories of “nature” and “time” that combine plant life with pedestrian flows in a strategy of agri-tecture, merging organic and synthetic materials. A suspended park defined by slowness, spontaneity, the intimate and the hyper-social, in a balance between a new public life and the preserved character of the High Line.

 

References:

Diller Scofidio + Renfro

Field Operations

Friends of the High Line

 

Videos:

The High Line

GOOD Mag Presents: Edward Norton and the High Line

 

publicado por trienaldelisboa às 18:50
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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Sons no Espaço

 

“Espaço” é o título do último disco de Mário Laginha. O músico acolheu o desafio lançado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, de que resultaram oito composições musicais que agora se apresentam ao público. Referências de linguagem comuns entre a arquitectura e a música serviram de motivo à construção de paisagens sonoras diversas. Entre o fluir disperso do “Tráfico”, de base mais jazzística, à amplitude estendida de “Tanto Espaço”, são temas para descobrir na tensão entre as cadências e os silêncios.

 

Existe um aspecto particularmente feliz ao exercício que o autor abraçou com todo o seu talento. A natureza do programa, de uma encomenda, remete para uma dimensão diversa da criação artística. De certo modo, o que se propôs a Mário Laginha foi que concebesse um disco como um arquitecto cria uma obra; pois que a própria arquitectura encerra sempre o desígnio de uma encomenda que a vincula. Na tipologia, nas linhas que a conduzem, no tema, no momento da sua execução; algo que extravasa a dimensão de uma criação liberta no tempo e no modo da arte. Laginha oferece-nos uma resposta no campo abstracto da música, que se funde na própria abstracção verdadeira da arquitectura – porventura o lugar de ideias que se constroem fora do espaço das palavras. Se as palavras – da música e da arquitectura – são por vezes as mesmas, o que as une é o que está para lá delas, no lugar de um outro mundo intraduzível.

Poderíamos, através das palavras, descrever música e definir os sentimentos que a percorrem. Analisar o ritmo e a métrica, a forma em toda a sua complexidade. Poderemos categorizar a natureza dos espaços de um edifício, aqui austero, ali esbelto, teatral, místico, opressivo, libertador. E no entanto, todas as descrições são parcas quando comparadas com a experiência de as sentir. Porque é para lá das palavras que se descobrem novas formas de experimentar os processos específicos que lhes são intrínsecos. Na arquitectura, como na música, há lugares que remetem para o território da reverência, dos momentos transcendentes que só a verdadeira arte consegue erigir.

 

 “Espaço” será apresentado em concerto dia 26 de Junho na Culturgest.

 

 

Sounds in Space

 

“Space” is the latest recording by Mário Laginha. The musician embraced the challenge that was proposed to him by the Lisbon Architecture Triennale, thus composing eight compositions that are now available to the public. Common references of language between architecture and music served as a motive to construct diverse melodic landscapes. Between the diffuse flow of “Traffic” to the extended amplitude of “So Much Space”, these are themes to discover in between the tension of paces and silences.

 

There’s a particularly fortunate element to the exercise that the author embraced with all his talent. The nature of the program, by request, intends a different approach to artistic creation. In a certain way, Mário Laginha was asked to conceive a record as an architect conceives architecture; for architecture itself contains the will of a request that directs its purpose. The composer answers through abstract music, a dimension that merges with the very abstraction of architecture – a place of ideas that are built outside the space of words. If words – in music and architecture – are often the same, what links them is that which is beyond them, in a different place that appears untranslatable.

One could, through words, describe music and define the feelings that flow from it. Analyze rhythms and cadences, its form in all complexity. One could categorize the nature of spaces inside a building, austere, beautiful, theatrical, oppressive, liberating. And yet, all descriptions are scarce when compared to the feel of its experience. In architecture, as in music, there are places that intend to a reverential territory, of transcendent moments that only real art can turn into reality.

 

“Space” will be presented in concert, June 26th, in Culturgest.

 

imagens: Fernando Guerra | FG+SG - Fotografia de Arquitectura

 

publicado por trienaldelisboa às 23:43
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Domingo, 10 de Junho de 2007

Agenda da semana

 Junho 11 / June 11th 

 

Dia da Eslovénia - Programação Cultural

Pavilhão de Portugal, Pólo I 

 

  Junho 13 / June 13th

 

10h - 21h (até 31 de Julho)

Exposição Promotores

Exposição AML/AMPXXI

Exposição "A Explosão da Cidade"

Cordoaria Nacional, Pólo II

  

  Junho 14 / June 14th 

 

18h

Conferência

Manuel Taínha, J.L. Carrilho da Graça, Miguel Azguime, Nuno Rebelo e Alexandre Cortez

Fundação Calouste Gulbenkian

20h

Concerto

Miguel Azguime

Fundação Calouste Gulbenkian

21h

Fórum Trienal I

Frentes de Infraestruturas: Os Novos Caminhos com a OTA

Cordoaria Nacional, Pólo II

  

  Junho 15 / June 15th 

 

19h

Perfomance

Sarva, Vo'Arte

Museu da Electricidade, Pólo III

  

  Junho 16 / June 16th

 

10h às 21h (até 28 de Julho)

Exposição "Álvaro Siza"

Museu da Electricidade, Pólo III

10 às 21h (até 28 de Julho)

Exposição "Inner City"

Arnie Zimmerman e Tiago Monte Pegado

Museu da Electricidade, Pólo III
 

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publicado por trienaldelisboa às 13:47
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

As Operações SAAL

 

Ecos da trienal na blogosfera: Bárbara Miranda do blogue A2arquitectas comenta o filme As Operações SAAL, realização de João Dias, cuja sessão de ante-estreia decorreu no passado dia 4.

 

Ontem fomos assistir ao S-Jorge à ante-estreia do documentário “As operações SAAL” do realizador João Dias. Este filme , produzido pela “Extra Muros” e “Bazar do Vídeo” é o resultado de quase dois anos de investigação, recolha de depoimentos e opiniões de pessoas e arquitectos que estiveram directamente envolvidos neste grande projecto de habitação social que se deu no período pós 25 de Abril: o SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local). Estará disponível (ainda não se sabe quando) em DVD  e exibido  já no próximo dia 31 de Julho no Festival "Andanças".

É sem dúvida um documentário polémico que ataca o exercício da Arquitectura em várias frentes. Um dos grandes desafios de sempre é o realojamento da população aquando da demolição de alguns bairros e consequentemente todos os costumes, modos de vida e carências a ter em conta na realização de um projecto de habitação social. A ideia é aliciante: os arquitectos ouvem as associações de moradores e tem lugar uma requalificação desse mesmo espaço com um novo projecto de habitação social. Após a revolução, as carências de habitação são pensadas numa lógica de auto-reconstrução e não na entrega de chaves em bairros sociais. O que este documentário retrata é entre outras coisas, a não concretização desses  projectos. O problema da auto-construção (ainda cerca de 30 % da construção actual do país) é o não cumprimento do projecto de arquitectura e inevitavelmente o aparecimento de anexos pós-anexos-pós-anexos à medida que a família aumenta, alterações de pavimentos ou materiais,  artes decorativas tipicamente “tugas” e pequenos caprichos “estéticos” ou funcionais que aleatoriamente os moradores tomam rédeas na sua construção, a fim de obterem a sua casa de sonho.

É interessante ver a reacção dos moradores e reflectir sobre esta problemática. Afinal, “o modo de construir para ricos é diferente de construir para pobres?” – Afirmou o Arqº Nuno Portas no debate que se seguiu à projecção do filme. A arquitectura não é suposto ser para todos? O que falhou no SAAL? Bárbara Miranda

 

publicado por trienaldelisboa às 11:51
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Arquitectura e Música

 Wordsong

A não perder hoje, por volta das 21h30 no Museu da Electricidade, a sessão de lançamento do cd “Espaço”, composição musical de Mário Laginha integrada nos Encontros Arquitectura e Música. Esta apresentação será seguida do concerto Wordsong.

 

Architecture and Music

 

The musical piece “Space” composed by Mário Laginha under the cycle Architecture and Music will be presented in the Electricity Museum today at 9.30 pm. This presentation is followed by the concert Wordsong.

 

publicado por trienaldelisboa às 10:47
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Casa das Histórias e Desenhos – Paula Rego

 A Dança (1988), Paula Rego

Tem hoje lugar, às 18 horas no Centro de Congressos do Estoril, uma conferência com Eduardo Souto Moura sobre o projecto da Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego. O edifício irá receber uma parte das obras da prestigiada pintora portuguesa, bem como alguns trabalhos do seu marido, Victor Willing, artista e crítico de arte, falecido em 1988.

 

“A Casa das Histórias e Desenhos, contará com cerca de 750 m2 de áreas de exposição permanente e temporária, bar, livraria e um auditório para 200 lugares, para além dos diversos serviços de apoio, como gabinetes de trabalhos, oficinas, depósito e diversas áreas técnicas. A construção terá uma implantação muito cuidada, conseguindo através de uma fragmentação volumétrica, tanto em planimetria como em altura, manter as árvores de maior relevância existente no terreno.

Subjacente ao projecto está a ideia de conceber a arquitectura como uma inserção de elementos geométricos na paisagem e tratar o terreno como mais um dos parâmetros que intervêm na construção.

O projecto introduz naturalmente valores de contemporaneidade arquitectónica, dando resposta às exigências de funcionalidade museográfica e para a recepção de visitantes, assumindo a presença dos novos valores de uma arquitectura qualificada como um meio de aproximação entre o edifício e o público.

O projecto regula e disciplina os fluxos de visita, através da definição de um circuito que se inicia desde a recepção e percorre todas as áreas expositivas, introduzindo-lhe, controladamente, valências de utilização pública, como a loja, a cafetaria e o auditório.”

 

House of Stories and Drawings – Paula Rego

 

Eduardo Souto Mora will present his project for the “House of Stories and Drawings” in a conference taking place today at the Estoril Congress Center. This new building will hold an important collection of paintings by portuguese painter Paula Rego as well as some works by her late husband, artist and art-critic Victor Willing.

 

publicado por trienaldelisboa às 10:13
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Mark Wigley – Void Set


 

Mark Wigley marcou um dos momentos mais altos da conferência internacional com uma apresentação intitulada “Void Set”.

O ponto de partida para a sua exposição começou como a interrogação sobre a cidade contemporânea enquanto espaço de cenografia. No teatro da cidade o arquitecto providencia o palco. O “actor” tornou-se uma espécie de audiência, e a audiência é também “performer”. Estamos todos num palco, numa performance contínua em que se dissipou a fronteira entre palco e bastidores. “A cenografia é realidade e nós somos cenografia”. Entre a verdade de um objecto e o seu efeito, qual pode ser o verdadeiro lugar da arquitectura?

 

“Os arquitectos só conversam uns com os outros, e só falam sobre arquitectura, não têm fins-de-semana, sacrificam tudo pela arquitectura e às vezes conversam com os arquitectos mortos e há uma grande conversa com os arquitectos mortos sobre a possibilidade da arquitectura como verdade”.

 

Prosseguiu falando da dificuldade em abordar o próprio tema: “Estamos aqui há horas e a palavra ‘vazios’ não apareceu em nenhuma discussão. Vocês cobraram bilhetes para as pessoas virem até aqui ouvir falar de uma palavra que nunca vai ser dita? Este assunto é tão importante que não pode ser falado?”

 

Questionou a forma como os arquitectos abordam o problema dos vazios numa realidade urbana cada vez mais densa e intensificada – a necessidade de remover o vazio por uma centralidade, de preencher o vazio. “E se esse for um erro? E se o vazio se tornar ele mesmo num centro; o vazio como elemento contrastante da densidade? Qual é então, hoje, o papel do vazio?”.

Wigley avançou a ideia de uma arquitectura enquanto sistema de vazios – “o vazio é a substância da ausência”. “Os vazios são a verdadeira essência da arquitectura”.

 

“Um arquitecto é alguém que muito simplesmente não sabe o que é um edifício”. Alguém que se interroga sobre a sua natureza, para quem o objecto arquitectónico não é um objecto sólido mas uma experiência complexa e misteriosa. O seu trabalho é assim aprofundar a fragilidade da experiência arquitectónica do objecto sólido, criando um momento de hesitação e descoberta. “O nosso amor pelos edifícios resulta de não sabermos realmente o que eles são”.

“Os arquitectos constroem possibilidades”. Por isso, “um vazio é uma interrogação; um convite à experiência”. “O vazio está no coração da cidade, no seu núcleo. Existe uma necessidade estrutural do vazio. O vazio é, na verdade, infraestrutura”.

 

Na sessão de debate, Mark Wigley aprofundou algumas das suas ideias. “Ser arquitecto é sacrificar-se por uma arte que não é amada”. Porque é sempre colocada à prova, os arquitectos têm de agir como se estivessem certos daquilo de que o público duvida. “Mas nós não sabemos – e isso é teatro; é performance”. Como um actor, assim descreveu Wigley, o arquitecto sofre, mas sofre alegremente. “O arquitecto é uma figura de crise”, um profissional da complexidade, perito não em oferecer respostas mas em encontrar novas formas de olhar para as perguntas e interrogações do seu tempo.

 

 

Mark Wigley’s presentation – “Void Set” – was one of the highlights of the international conference.

 

Wigley started by questioning the role of the contemporary city as a space of cenography. In the theatre of the city, the architect provides the stage. The performer becomes a kind of audience, and the audience is also a performer. We are all in a stage, in a continuous performance where the frontier between front and backstage has disappeared. “Cenography is reality and we are cenography”. Between the truth of an object and its effect, what is the truth of architecture?

 

“Architects only talk to each other, and they only talk about architecture, they have no weekends and sacrifice everything for architecture. And sometimes they talk to dead architects and there is this big conversation with dead architects about the possibility of architecture as representing the truth”.

 

He proceeded addressing the difficulty to approach the very subject of the conference: “We have been here for hours and the word “voids” hasn’t appeared in any discussion. You charged tickets for people to come here and talk about a word that will never be spoken? This subject is so important it cannot be talked about?”

 

Wigley questioned the way architects deal with the problem of the “void” in an urban reality that is growingly denser – the need to remove the void for a centrality, to fill the void. “What if this is a mistake? What if the void becomes the centre; the void as a contrasting element of density? What is then, today, the role of the void?”

 

Wigley described architecture as a system of voids – “the void is the substance of emptiness”. “Voids are the very essence of architecture”.

 

“An architect is someone who simply doesn’t know what a building is!” Someone who questions its nature, for whom the object of architecture is not the solid object but a complex mysterious experience. Our work is to study the fragility of the experience of the solid object, creating a moment of hesitation and discovery. “Our love for buildings is that we really don’t know what they are.”

 

“Architects construct possibilities”. For that reason, “a void is a question; an invitation to experience”. “The void is in the heart of the city, in its core. There is a structural need for the void. Void is actually infrastructure”.

 

In the following debate, Wigley developed some of his ideas. “To be an architect is to sacrifice for an art that is not loved”. Because it is always being questioned, architects have to act as they are absolutely certain of that which the public doubts. “But we don’t know – and that is theatre; it is performance”. As an actor, so described Wigley, the architect suffers, but he suffers gladly. “The architect is a figure of crisis”, a professional of complexity and multi-tasking, an expert not in offering the answers but in finding new ways of addressing the questions and interrogations of its time.

 

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Road to Wonderland


 

O ciclo de conferências "Road to Wonderland” integra o programa de extensões da Trienal de Arquitectura de Lisboa. Todas as terças-feiras, às 21h30 no Espaço Cultural Passos Manuel, na cidade do Porto, terão lugar debates e apresentações dedicadas ao tema “Jovens arquitectos em Portugal: road to wonderland”. A primeira sessão terá lugar já amanhã com as presenças de Guilherme Machado Vaz, Catarina e Rita Almada Negreiros, NPS Arquitectos e Daniel Carrapa.

 

Road to Wonderland

 

The conference cycle “Road to Wonderland” is part of the extensions programme of the Lisbon Architecture Triennale. Every Tuesday at 9.30 pm in the Cultural space “Passos Manuel” in Oporto, debate sessions will take place under the theme “Young architects in Portugal: road to wonderland”. The first session is scheduled for tomorrow and features the presence of Guilherme Machado Vaz, Catarina and Rita Almada Negreiros, NPS Arquitectos and Daniel Carrapa.

 

publicado por trienaldelisboa às 19:47
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Exposição Cascais XXI


Abre amanhã às 18 horas o Pólo IV da Trienal de Arquitectura de Lisboa, com a inauguração da Exposição Cascais XXI. Este núcleo integrará uma apresentação de cerca de 50 projectos e obras de promoção pública e privada concluídas durante este século em Cascais. A escolha do local da exposição – um edifício devoluto do século XVII localizado na Praça 5 de Outubro, em pleno Centro Histórico da Vila – relaciona-se também com o tema central da Trienal “vazios urbanos”. Um edifício com interesse arquitectónico, embora desvirtuado por diversas ocupações ao longo da sua vida, e que está a ser objecto de um concurso de concepção para o transformar num Centro de Informação Urbana.

O ciclo de actividades do Pólo IV inclui ainda um ciclo de conferências e outros eventos, estando o seu programa integral disponível online.

 

Exhibition Cascais XXI

 

The Pole IV of the Lisbon Architecture Triennale opens officially tomorrow, with the premiere of the Cascais XXI Exhibition. This exhibition presents a selection of 50 projects and works, public and private, produced in this century in the Cascais district.

The full program for Pole IV of the Triennale, with several conferences and complementary events, is available online.

 

publicado por trienaldelisboa às 19:44
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Domingo, 3 de Junho de 2007

Conferência Internacional – Dia 3


 

O último dia de conferência foi marcado por contrastes muito vincados entre as diversas apresentações. Bjarke Ingels protagonizou um dos momentos mais altos da sessão, não apenas pela qualidade dos projectos apresentados do BIG (Bjarke Ingels Group) mas também pela extraordinária capacidade de comunicar os processos criativos presentes na sua concepção – uma arquitectura que é experimental e evolutiva em oposição à mera procura de originalidade e ruptura. Lançando sobre a audiência o tema “Revolution” Bjarke avançou com uma ideia peculiar: “If your agenda is always the opposite of what’s going on, than you’re actually a follower”. Bjarke explicou a sua impressão de um mundo dominado pela necessidade de conflito – uma necessidade latente nos media e no discurso político em constante aceleração. Concluiu dizendo que os arquitectos têm o dever de assumir protagonismo no tempo mediático para contrariar esta realidade – o seu trabalho é desenvolver exactamente o oposto do conflito, eliminando-o através de soluções inclusivas e unindo diferentes realidades num mundo onde todos possam coexistir.

Uma tarefa difícil na realidade portuguesa, como ficou patente na bela e difícil exposição de Manuel Graça Dias. Apresentando um mosaico de imagens da nossa realidade urbana e suburbana, evidenciou a desqualificação profunda dos seus centros antigos, envelhecidos e vagamente funcionais, e as periferias degradadas, territórios de dureza e conflito. Aproveitando o tema da trienal, Graça Dias abordou algo mais do que o “vazio” para falar de um processo de esvaziamento das cidades. No debate da manhã Kurt W. Foster falou da necessidade de olhar para as cidades numa perspectiva extensa no tempo, para compreender que estas sempre se caracterizaram por fenómenos de esvaziamento e repleção num movimento constante e, por vezes, simultâneo. Também Foster valorizou o papel do arquitecto enquanto perito – não como alguém que dispõe de receitas para resolver os problemas da cidade, mas como um perito em questionar e repensar os problemas, de formas diferentes do que aquelas em que usualmente eles são concebidos ou compreendidos.

Este dia contou ainda com as presenças de Emílio Tuñón, Kengo Kuma, Jan Kaplicky e João Pedro Serôdio. A sessão da tarde foi moderada por Diogo Lopes.

 

International Conference - Day 3

 

This third and final day was characterized by very sharp contrasts beween presentations. Bjarke Ingels was one of the highlights of the session, not only for the quality of the projects that were presented but also for his ability to communicate the creative processes supporting their design – an architecture that is both experimental and evolutionary, in opposition to a mere search for originality or rupture. Launching the theme of “Revolution”, Bjarke developed a peculiar idea: “If your agenda is always the opposite of what’s going on, then you’re actually a follower”. Bjarke explained his impression of a world dominated by a need for conflict – a necessity that is latent in the media and in political agendas. He concluded addressing the need for architects to assume a visible role in society in order to confront this reality – the architect’s work is to develop the opposite of conflict, eliminating it through inclusive solutions allowing different realities to coexist.

 

A dificult task in the current portuguese situation, as it was shown in the beautiful but painful presentation of Manuel Graça Dias. Presenting a mosaic of images in a portrait of our urban and suburban reality, he shed some light on the profound disqualification of the old city centres, aged and vaguely functional, and the problematic peripheries, territories of harshness and conflict.

Seizing the theme of the triennale, Graça Dias talked about something deeper than the “void” and addressed the issue of the voiding of cities. Kurt W. Foster advanced the need to look to cities in a wider perspective, to understand that these have always been characterized by phenomena of voiding and repletion, in a constant and often simultaneous movement.

This day also featured the participations of Emílio Tuñón, Kengo Kuma, Jan Kaplicky and João Pedro Serôdio. The afternoon was moderated by Diogo Lopes.

 

publicado por trienaldelisboa às 13:11
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Conferência Internacional – Dia 2

 

A sessão da manhã moderada por Yehuda Safran contou com as presenças de Stephen Bates, Pedro Gadanho e Fernando Romero. Da variedade das suas apresentações tornou-se presente a questão do conflito entre uma percepção global abstracta do mundo – impressa na exposição de Fernando Romero – e uma realidade de sobrevivência quotidiana, das situações do dia-a-dia. Stephen Bates reflectiu directamente sobre essa contradição de um mundo dominado por referências globais do conhecimento e uma outra percepção local da existência – em que sustentou a sua prática arquitectural, em particular no contexto londrino.

A sessão de debate com participação do público acabaria por revelar uma intensidade imprevisível. Uma intervenção contundente de Kurt W. Foster questionando o próprio tema em discussão lançou uma denúncia sobre os perigos de traduzir a realidade num mosaico de quantificação abstracta, tomando a expressão mediática do real pela própria realidade, em negação da natureza violenta e dramática dos fenómenos que nela ocorrem.

A tarde teve como principais destaques as apresentações de projectos por Elizabeth Diller (The High Line, Nova Iorque), Rodolfo Machado (Sewoon District 4, Seoul), Francisco Mangado e ainda Dominique Perrault (vários projectos). A moderação da sessão esteve a cargo de Nuno Grande.

 

International Conference - Day 2

 

The morning session was moderated by Yehuda Safran and featured Stephen Bates, Pedro Gadanho and Fernando Romero. The contrasting presentations brought up a conflict between the global abstract perception of the world – as demonstrated by Fernando Romero – and a reality of daily survival, of day-to-day situations. Stephen Bates reflected directly on this contradiction of a world that is dominated by global references of knowledge, and a different, local perception of existence – in which he inscribed his architectural practice.

The debate session with public participations ended up revealing unexpected intensity. A sharp intervention by Kurt W. Foster – questioning the very nature of the debate – denounced the dangers of translating reality in a mosaic of abstract quantifications, taking the media expression of the real as the real itself, denying the very dramatic and violent nature of the phenomena that take place in it.

The afternoon was dominated by the presentations of Elizabeth Diller (The High Line, New York), Rodolfo Machado (Sewoon District 4, Seoul), Francisco Mangado and Dominique Perrault (several projects). Nuno Grande was the session’s moderator.

 

publicado por trienaldelisboa às 23:26
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Conferência Internacional – Dia 1

 

 

 

  

Foi um dia intenso no Teatro Camões onde decorreu o primeiro conjunto de sessões da Conferência Internacional «O Coração da Cidade». Debateram-se diversos aspectos da realidade urbana contemporânea como os fenómenos de globalização e intensificação da cidade. Numa apresentação bastante impressiva, Thom Mayne elaborou uma concepção de cidade enquanto fenómeno de acumulação massiva de pessoas e de aceleração de modos de vida. Esta rápida transformação de conceitos desafia anteriores noções de terminologia urbana. "Nunca existe um centro mas uma multiplicidade de centros - mas a própria definição de centros está a alterar-se." TM

Neste enquadramento cultural em constante evolução dramatizam-se conflitos entre o local e o global, o individual e o colectivo. A transformação do conceito de família convencional e a redefinição do espaço público exigem uma crescente capacidade dos arquitectos em abraçar processos de gestão de complexidade e de criação de ideias infra-estruturantes. A multiplicidade de problemas que se colocam hoje obrigam a articular essa complexidade, abandonando a prática de uma arquitectura enquanto mera disciplina para a fisionomia do objecto, para gerar processos criativos capazes de introduzir coesividade do espaço urbano fragmentário – processos em que os vazios urbanos podem ter a maior relevância enquanto oportunidades de intervenção.

Nesta nova realidade a arquitectura pode ser o elemento agregador de espaços desconectados, promovendo uma verdadeira colisão entre arquitectura e urbanismo na actual prática profissional. "Esqueçam o futuro. Tentem compreender o presente." TM

Este primeiro dia contou ainda com as presenças de Luis Fernández-Galiano, Saskia Sassen, João Luís Carrilho da Graça, Paulo Martins Barata, Jamie Fobert, Eduardo Souto de Moura e Mark Wigley. Nos próximos dias daremos conta de mais detalhes destas e das restantes participações da conferência.

 

International Conference - Day 1

 

It was an intense day in Camões Theatre where the first set of sessions of the International Conference “The Heart of the City” has taken place. The debate followed several aspects of contemporary urban reality like globalization and intensification of city life. In a rather impressive presentation, Thom Mayne offered a view of cities as phenomena of massive accumulation of people and acceleration of lifestyles. This rapid transformation of concepts challenges previous notions of urban terminology - «There’s never a centre but a multiplicity of centres – but the very definition of centres themselves is changing». TM

In this cultural environment of constant evolution, conflicts between local and global, individual and collective, are dramatized. The transformation of the concept of conventional family and the redefinition of public space demand a growing ability of architects in order to embrace management processes that are able to resolve complex infra-structural ideas. The multiplicity of problems that is present in the world today demands an articulation of complexity, in detriment of an architectural practice that’s simply focused on the physiognomy of the “object” - as to generate creative processes that introduce cohesion on an otherwise fragmented urban space – processes in which urban voids can play a major role as opportunities for direct intervention.

In this new reality, architecture can be the gluing element of disconnected spaces, promoting a collision between architecture and urbanism.

Also present in this first day of conference were Luis Fernández-Galiano, Saskia Sassen, João Luís Carrilho da Graça, Paulo Martins Barata, Jamie Fobert, Eduardo Souto de Moura and Mark Wigley.

 

publicado por trienaldelisboa às 01:58
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trienal de arquitectura de lisboa
lisbon architecture triennale

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sobre / about

A Trienal de Arquitectura de Lisboa, a realizar entre 31 de Maio e 31 de Julho, pretende constituir-se como um “Festival” de arquitectura participado pela comunidade local para atrair um público internacional (mais informação em trienaldelisboa.sapo.pt).
O Blogue da Trienal dará uma cobertura actualizada e participada de todos os acontecimentos do evento.

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The International Architecture Triennale of Lisbon 2007, happening between May 31 st and July 31 st, aims to become a ‘Festival’ of architecture, participated by the local community and able to attract an international audience (find more in trienaldelisboa.sapo.pt).

destaques / highlights


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Vazios Urbanos / Urban Voids
Catálogo expositivo, Caleidoscópio.
Exhibition catalog, Caleidoscópio.

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Espaço / Space
Música de Mário Laginha. Em concerto, Culturgest, 26 de Junho. CD já à venda.
Music by Mário Laginha. In concert, Culturgest, June 26th. CD out now.

notícias / news (pt)

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Vittorio Gregotti recebe Prémio Trienal Millenniumbcp 2007-07-30
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Encerramento da Trienal no exterior do Pavilhão 2007-07-27
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Outdoors das Intervenções da Cidade já estão na rua 2007-07-27
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Farol Museu de Santa Marta inaugura amanhã 2007-07-26
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Cavaco Silva entrega Prémio Trienal Millenniumbcp 2007-07-25
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Lisboscópio na Gulbenkian até 12 de Agosto 2007-07-23
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Ordenamento do território em debate 2007-07-23
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Exposição Siza Vieira prolongada até dia 9 2007-07-23
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Arte Pura cancela apresentação 2007-07-19
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Aires Mateus, Frederico Valssassina, Gonçalo Byrne e Nuno Mateus apresentam projectos imobiliários 2007-07-16
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Princesa do Luxemburgo visita Trienal 2007-07-17
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Projectos de empresas no Fórum Trienal 2007-07-16
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Luca Barbero na Gulbenkian 2007-07-16
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Conferência sobre Médio Tejo no Fórum Trienal 2007-07-16
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Dia do Japão na Trienal 2007-07-14
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Intervenções na Cidade no Fórum e na rua 2007-07-14
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Trienal em Cascais 2007-07-13
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Trienal grátis no dia 15 2007-07-12
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Resultados Concurso de Ideias Galp 2007-07-06
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Desertificação urbana no Fórum Trienal 2007-07-06
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Candidatos à CML visitam Trienal 2007-06-18
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Pólo III da Trienal inaugura amanhã 2007-06-14
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Concurso Médio Tejo em exposição itinerante 2007-06-13
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Conferência de Siza Vieira no CCB 2007-06-12
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Pólo II da Trienal inaugura hoje 2007-06-10
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Diogo Seixas Lopes na Conferência Internacional 2007-06-08
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Saskia Sassen na Conferência Internacional 2007-06-05
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Mark Wigley na Conferência Internacional 2007-06-03

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